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O Rapaz Teimoso

O Rapaz Teimoso

13 de Outubro, 2020

ModaLisboa Mais (SS 21/22)

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Os dias 7, 8, 9, 10 e 11 de Outubro de 2020 foram os escolhidos para a 55ª edição da ModaLisboa, desta vez  nos Jardins do Parque Eduardo VII, onde a moda se uniu ao verde e à vida. Desde os desfiles, às entrevistas e talks, muita foi a oferta que a associação ModaLisboa ofereceu ao público para esta primavera/verão 21/22.

1º dia de desfiles

O dia começou com a apresentação da coleção "Breath" da marca Buzina, onde os tons neutros pastel e terra se evidenciaram, sendo que o principal destaque foi o padrão com imagens de girafas.

Seguiu-se a coleção de João Magalhães onde os manequins pareciam ter saído das mais criativas telas de um pintor, cuja paleta realçava os tons de azul, amarelo e verde. 

Nuno Baltazar apostou nos padrões e nas texturas para apresentar a coleção para esta temporada. Tigresas, florais, rendas, bordados e plissados desfilaram sobre uma ponte de madeira, onde as indicações dadas pelo designer se faziam em voz on.

De seguida, Valentim Quaresma levou-nos a passear pela sua coleção "Dark Spring", onde se destacavam o preto e as texturas caraterísticas do designer.

Para terminar este primeiro dia de desfiles, Ricardo Preto exibiu a sua coleção "Untold" realçando as silhuetas estruturais e overzise e o contraste de cores.

2º dia de desfiles

A marca Awaytomars iniciou o segundo dia com o lançamento do projeto Future Positivism, onde a moda e a arte urbana se uniram com o olhar projetado para o futuro.

Logo a seguir, Béhen estreou-se nos desfiles da ModaLisboa com uma coleção onde se destacavam tecidos antigos, colchas e toalhas de mesa, em que as flores faziam parte dos acessórios principais.

Mais tarde, a marca Duarte apresentou-nos uma coleção sob o tema "MAUI" onde a streetwear e a sensualidade caminhavam a pés juntos para umas férias de campismo.

Seguidamente, Constança Entrudo conseguiu surpreender-nos novamente e, desta vez, em parceria com a Trimalhas com a coleção "The Garden of Forking Paths" na qual sobressaem os botões de cerâmica e a singularidade dos materiais e dos padrões dos tecidos.

Por último, Luís Carvalho maravilha-nos com a sua coleção "Bright" constituída por formas estruturadas e volumosas que contrastam com a leveza de algumas peças, cuja paleta vai do crú ao rosa flourescente, passando pelo azul marinho.

3º dia de desfiles

Kolovrat abriu a passerelle dos jardins do Parque Eduardo VII com "Iceberg", uma coleção com tecidos padronizados e com formas de aguarela, onde a máscara já é um elemento obrigatório do outfit.

“Disarm Prejudice” é a coleção de Saskia Lenaerts, em que as formas iniciais das peças de roupa foram totalmente modificadas para que ganhassem um novo sentido.

Sem demora, Ricardo Andrez apresentou-nos a sua mais recente coleção inspirada no mundo lúdico, que tão importante foi neste período de confinamento, como forma de homenagear os artistas.

A marca Opiar presenteou-nos com a coleção "The Last Bus" onde predominam o branco e as cores quentes, num desconforto em relação a este período de transformação.

Nuno Gama decidiu não apresentar nenhuma coleção devido ao momento em que vivemos e, ao invés disso, decidiu exibir uma dança, sob a direção de Olga Roriz.

Já quase a terminar este terceiro dia de desfiles, Filipe Augusto inspira-se num poema para a sua coleção composta por uma diversidade de materias, texturas e cores.

Por fim, deu-se a apresentação das criações dos dez jovens designers de Sangue Novo, que tiveram a oportunidade de competir por um prémio e demonstrar todo o seu talento nesta área da moda.

4º dia de desfiles

O último dia de desfiles começou com a "memoir" de Carolina Machado, onde a designer aproveitou moldes e tecidos, revisitando as suas coleções anteriores.

Depois foi a vez de António Castro nos apresentar a sua "Collection V" que parece não fazer distinção de género nas suas peças, onde a criatividade está fortemente presente.

Gonçalo Peixoto apresentou "Circa 2000" e veio mostrar-nos, mais uma vez, que está a dar os passos certos para crescer na área, desta vez com muita transparência e com as suas habituais peças curtas.

Com "Summerheads" a marca HIBU lançou uma coleção cheia de cor, ganga e padrões para um verão casual mas com muita classe.

Com a sua distinta peculiaridade, Olga Noronha apresentou uma coleção onde o branco e o metal são os protagonistas, complementados com pequenos apontamentos da designer de joalharia.

Archie Dikens mostra nesta coleção regeada de estampados variados que continua a reutilizar e reciclar o máximo de materias possível.

Esta 55º edição de ModaLisboa acabou em bem com o icónico Carlos Gil e a sua coleção inspirada no sentimento luso e cultura portuguesa, onde os folhos, bolsos, simentrias e assimetrias são os principais destaques.

FOTOS EM: https://lifestyle.sapo.pt/moda-e-beleza/especiais/55a-edicao-modalisboa-mais

 

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